Resident Evil | Zach Cregger responde às críticas dos fãs e garante fidelidade ao espírito dos jogos

Zach Cregger rebate críticas ao novo Resident Evil, defende o filme e afirma que a adaptação preserva a essência da franquia da Capcom.

Danilo de Oliveira
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Reprodução

Desde que foi anunciado, o novo Resident Evil dirigido por Zach Cregger vem dividindo opiniões entre os fãs da franquia da Capcom. A principal preocupação da comunidade surgiu após a divulgação dos primeiros detalhes da trama, que apresenta um protagonista inédito e uma narrativa original em vez de adaptar diretamente os acontecimentos dos jogos. Agora, a poucos dias da estreia, o cineasta decidiu responder às críticas e explicar sua visão para o projeto.

Durante participação no podcast Seen on the Screen with Jacqueline Coley, Cregger comentou a desconfiança de parte do público que acredita que o longa utiliza apenas o nome Resident Evil enquanto entrega uma história sem conexão com o universo da série. Para o diretor, essa impressão mudará assim que os espectadores assistirem ao filme.

“Quando assistirem ao filme, eles ficarão completamente convencidos de que não é o caso.”

A declaração reforça aquilo que o diretor já havia mencionado anteriormente sobre suas inspirações para o longa. Cregger revelou que buscou referências principalmente em Resident Evil 4 e Resident Evil 7, dois dos capítulos mais influentes da franquia, utilizando o ritmo intenso de ação do quarto jogo e a atmosfera de horror e sobrevivência do sétimo como base para construir a experiência cinematográfica. Em vez de reproduzir uma campanha específica dos games, a proposta parece ser capturar aquilo que tornou a série um fenômeno mundial: tensão constante, criaturas grotescas, sensação de vulnerabilidade e o equilíbrio entre suspense e ação.

A escolha, naturalmente, gerou debates. Desde as adaptações estreladas por Milla Jovovich, passando pela série da Netflix e por Resident Evil: Bem-vindo a Raccoon City, a franquia enfrenta o mesmo dilema: até que ponto uma adaptação deve seguir fielmente os jogos ou criar uma história própria? Para muitos fãs, o maior desejo continua sendo ver personagens clássicos como Leon S. Kennedy, Jill Valentine, Chris Redfield e Claire Redfield protagonizando uma adaptação totalmente fiel aos acontecimentos da Capcom. Já outros enxergam espaço para novas histórias, desde que preservem a identidade da série.

É justamente nesse segundo caminho que o novo filme aposta. A trama acompanha Bryan, interpretado por Austin Abrams, um entregador de materiais hospitalares que acaba preso em uma noite caótica em Raccoon City durante um surto de criaturas infectadas. Sem treinamento militar ou experiência em combate, o protagonista precisa improvisar para sobreviver, característica que aproxima sua jornada da vulnerabilidade vivida pelos jogadores nos títulos mais voltados ao terror da franquia.

Além de Austin Abrams, o elenco reúne Paul Walter Hauser, Kali Reis, Zach Cherry e Johnno Wilson, enquanto o roteiro é assinado por Shay Hatten, conhecido por seu trabalho na franquia John Wick e em Bailarina. A combinação entre Hatten e Cregger também desperta curiosidade por unir um roteirista especializado em ação estilizada a um diretor que ganhou destaque recentemente com seu domínio do terror em Noites Brutais.

Apesar da resistência inicial de parte dos fãs, o mercado demonstra confiança no projeto. As primeiras projeções apontam que Resident Evil pode ultrapassar US$ 100 milhões em arrecadação mundial durante seu primeiro fim de semana, incluindo uma estreia entre US$ 35 milhões e US$ 50 milhões apenas nos Estados Unidos. Caso os números se confirmem, o longa poderá registrar uma das melhores aberturas da história da franquia nos cinemas, mostrando que o interesse do público permanece alto mesmo após anos de adaptações recebidas de forma irregular.

A verdade é que Resident Evil sempre despertou expectativas difíceis de atender. São quase três décadas de jogos, diferentes protagonistas, mudanças de estilo e milhões de fãs espalhados pelo mundo. Qualquer adaptação inevitavelmente será comparada ao material original. A estratégia de Zach Cregger parece justamente evitar uma reprodução literal dos games para construir uma história inédita que respeite a essência da série sem ficar presa a um único capítulo.

Se essa abordagem convencerá os jogadores, a resposta virá em breve. Com estreia marcada para 17 de setembro nos cinemas brasileiros, o novo Resident Evil chega cercado por expectativas, desconfiança e curiosidade na mesma medida. Agora, resta descobrir se o diretor conseguirá transformar suas promessas em uma adaptação capaz de conquistar tanto o público dos cinemas quanto os veteranos que há décadas sobrevivem aos horrores de Raccoon City.

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