A estreia de Supergirl nos cinemas não saiu como o DC Studios esperava. Depois de abrir abaixo das projeções e registrar números inferiores aos de produções como Morbius e As Marvels no mercado norte-americano, o longa protagonizado por Kara Zor-El se tornou o primeiro grande revés comercial da nova fase da DC comandada por James Gunn e Peter Safran.
Segundo informações divulgadas pela Variety, o filme dirigido por Craig Gillespie arrecadou apenas US$ 38 milhões em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos. No mercado internacional, o desempenho também ficou aquém das expectativas, somando aproximadamente US$ 30 milhões. Com isso, a arrecadação global inicial chegou a US$ 68 milhões, um resultado considerado preocupante para uma produção que custou cerca de US$ 170 milhões antes mesmo dos investimentos em marketing e distribuição.
Além da bilheteria abaixo do esperado, o longa também enfrentou uma recepção crítica considerada morna, aumentando as dúvidas sobre o impacto da segunda produção cinematográfica do novo Universo DC após o lançamento de Superman.
Diante da repercussão, Peter Safran, co-CEO do DC Studios ao lado de James Gunn, comentou pela primeira vez o desempenho comercial do filme. Em declaração enviada ao The New York Times, o executivo reconheceu que os números ficaram abaixo das metas estabelecidas, mas reforçou que o estúdio continua comprometido com seu planejamento de longo prazo.
“Por mais que Supergirl não tenha alcançado nossa expectativa de bilheteria, o filme é apenas um componente de uma estratégia mais ampla e de longo prazo na qual continuamos confiantes no DC Studios”, afirmou Safran.
A declaração reforça o discurso adotado desde a reformulação da DC, que busca construir um universo compartilhado de forma gradual, priorizando planejamento criativo em vez de resultados isolados de cada lançamento. Mesmo assim, o desempenho comercial de Supergirl representa um sinal de alerta para o estúdio, especialmente após o investimento elevado na produção e a expectativa criada em torno da personagem, considerada uma das peças centrais da nova cronologia do DCU.
Agora, a atenção do DC Studios se volta para seus próximos projetos. Na televisão, a série Lanternas, produzida para a HBO, será uma das principais apostas da franquia nos próximos meses. Já nos cinemas, o estúdio prepara Cara-de-Barro, longa de terror inspirado em um dos vilões mais clássicos do Batman, que terá um orçamento significativamente menor, estimado em cerca de US$ 40 milhões, refletindo uma estratégia mais cautelosa para diversificar o catálogo da DC.
Apesar do tropeço de Supergirl, James Gunn e Peter Safran seguem defendendo que o sucesso do novo universo não será medido por um único filme, mas pela construção consistente de uma franquia capaz de se sustentar ao longo dos próximos anos.

