Michael quebra recorde de Bohemian Rhapsody e se torna a maior cinebiografia musical da história

Danilo de Oliveira
3 Min de Leitura
Lionsgate/Reprodução

A disputa pelo topo das cinebiografias musicais chegou ao fim. Michael, filme dirigido por e centrado na trajetória de , ultrapassou US$ 911,9 milhões em bilheteria mundial, tornando-se oficialmente a cinebiografia musical de maior arrecadação da história.

O recorde era anteriormente de , que encerrou sua trajetória com cerca de US$ 910,9 milhões globais. A ultrapassagem aconteceu após a estreia do longa no Japão, mercado que deu o impulso final para a produção atingir a nova marca histórica.

O caminho até o sucesso, no entanto, esteve longe de ser tranquilo. Durante a produção, o estúdio precisou investir aproximadamente US$ 50 milhões em refilmagens após o espólio de Michael Jackson identificar problemas em uma das abordagens do roteiro escrito por John Logan. Segundo os responsáveis pelo projeto, uma das sequências envolvia a dramatização de um dos acusadores do cantor, algo que não deveria ter sido retratado na narrativa final. Apesar do contratempo e dos custos adicionais, a decisão acabou sendo vista como acertada diante do resultado alcançado nas bilheterias.

Nos Estados Unidos, Michael acumula até o momento US$ 358,6 milhões, enquanto os mercados internacionais contribuíram com outros US$ 553,3 milhões, demonstrando a enorme capacidade do longa de atrair espectadores em diferentes territórios. Em comparação, Bohemian Rhapsody encerrou sua carreira comercial com US$ 216,6 milhões no mercado doméstico e US$ 694,3 milhões internacionalmente.

Além de conquistar o posto de maior cinebiografia musical da história, o filme colecionou uma série de recordes ao longo de sua trajetória. A produção se tornou a maior bilheteria global já registrada pela Lionsgate, conquistou a melhor estreia mundial da história para uma cinebiografia musical e alcançou o posto de segunda maior arrecadação de 2026, ficando atrás apenas de Super Mario Galaxy: O Filme. O longa também se consolidou como a segunda cinebiografia de maior faturamento de todos os tempos, atrás somente de Oppenheimer.

O impacto internacional foi igualmente expressivo. Em 65 mercados, Michael registrou a maior abertura da história para uma cinebiografia musical. Em outros 40 países, incluindo Brasil, França e México, o longa superou toda a arrecadação obtida por Bohemian Rhapsody. No território brasileiro, o filme ainda conquistou o título de maior bilheteria da história da Universal Pictures.

Com o sucesso consolidado, o futuro da franquia já está em movimento. Uma sequência encontra-se atualmente em desenvolvimento, com o início das filmagens previsto para acontecer entre o final de 2026 e o início de 2027, dependendo da agenda do diretor Antoine Fuqua.

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