A tentativa de fusão entre a Warner Bros. Discovery e a Paramount enfrenta um novo e importante obstáculo nos Estados Unidos. Uma coalizão formada por 12 estados norte-americanos apresentou um pedido de emergência à Justiça para impedir que a negociação seja concluída antes da análise definitiva do caso, intensificando a disputa judicial em torno de uma das maiores movimentações da indústria do entretenimento.
O pedido foi protocolado na noite de segunda-feira (13) em um tribunal federal de Sacramento e solicita a emissão de uma ordem de restrição temporária, além de uma liminar, para suspender a conclusão da operação. Segundo os procuradores-gerais responsáveis pela ação, a medida é necessária porque a Paramount poderá finalizar a fusão já no dia 22 de julho, o que inviabilizaria uma análise adequada do processo caso o acordo seja efetivado antes da decisão judicial.
Na nova manifestação, os estados afirmam que a Paramount recusou um pedido para adiar voluntariamente a conclusão da negociação até que a Justiça examine o caso. Para a coalizão, uma suspensão temporária não causaria prejuízos significativos às empresas, uma vez que o contrato da operação prevê prazo para conclusão até março de 2027, podendo ser estendido até junho do mesmo ano caso a análise dos órgãos reguladores ainda esteja em andamento.
A Paramount rebateu as alegações e afirmou que a ação representa uma interpretação equivocada das leis antitruste dos Estados Unidos. A companhia informou que pretende defender a legalidade da fusão e argumentou que um atraso na operação pode prejudicar trabalhadores da indústria do entretenimento, setor que já enfrenta um período de reestruturação marcado por cortes de custos e redução de empregos.
O embate judicial acontece em um momento decisivo para a negociação. A fusão já recebeu aprovação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos e agora depende apenas da avaliação das autoridades da União Europeia, cuja decisão é aguardada para os próximos dias. Enquanto isso, o pedido de emergência apresentado pelos estados pode atrasar ou até alterar o cronograma da operação, que promete remodelar o mercado global de cinema, televisão e streaming ao reunir sob um mesmo grupo algumas das maiores marcas e franquias da cultura pop.

