God of War: Sons of Sparta estreia com avaliações negativas e registra pior nota da franquia no Metacritic

Danilo de Oliveira
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Reprodução

O lançamento surpresa de God of War: Sons of Sparta durante a última edição do PlayStation State of Play colocou novamente a icônica franquia da Sony sob os holofotes. No entanto, o que começou com curiosidade e entusiasmo rapidamente se transformou em debate: o novo título derivado enfrenta uma onda de avaliações negativas e já acumula a pior média da história da série.

Desenvolvido pela Mega Cat Studios em parceria com a Santa Monica Studio, o game aposta em uma abordagem inédita para a franquia ao adotar estrutura de ação lateral em 2D, com forte inspiração no gênero metroidvania.

A narrativa revisita o passado de Kratos ao lado do irmão Deimos, explorando eventos anteriores à trilogia original. A jogabilidade combina exploração de mapa interconectado, progressão por habilidades e combates em ritmo mais contido quando comparado aos capítulos principais.

Apesar da proposta diferenciada, as primeiras análises classificaram a experiência como “boa, mas não excepcional” — um veredito que pesa ainda mais em um mercado saturado por produções similares de alto nível.

No agregador Metacritic, o título registra média 69, enquadrando-se na categoria “Misto ou mediano”. O número representa a pontuação mais baixa já atribuída a um jogo da franquia.

Para efeito de comparação, God of War: Ascension, anteriormente considerado o capítulo mais divisivo da saga, possui média 80 na plataforma.

Entre as principais críticas estão a falta de inovação mecânica, ritmo irregular e excesso de diálogos em momentos de exploração — elementos que, segundo parte da imprensa, diluem o impacto da experiência.

O criador original da franquia, David Jaffe, também se manifestou negativamente após testar o jogo. Em vídeo publicado em seu canal no YouTube, Jaffe questionou decisões criativas e afirmou que o projeto “não respeita totalmente a identidade construída ao longo dos anos”.

A declaração ampliou o debate nas redes sociais, dividindo fãs entre os que defendem a experimentação e os que preferem a fórmula consagrada nos títulos principais.

Apesar da recepção crítica morna, o desempenho comercial indica um cenário diferente. God of War: Sons of Sparta figura entre os jogos mais vendidos da PlayStation Store desde o lançamento, sugerindo que a força da marca continua sendo um diferencial decisivo.

Especialistas do setor apontam que a estratégia remete à era do PlayStation 3, período em que a Sony investia com maior frequência em projetos experimentais paralelos às grandes produções AAA.

O resultado comercial pode abrir espaço para novos derivados de menor orçamento, permitindo que a franquia teste formatos alternativos sem comprometer os capítulos principais.

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