Voltei, povo lindo. Viajei? Não. Estava de férias? Não. Parei de ler? Com certeza não. Porque eu sumi? Boa pergunta. Enfim.Vamos à Rainha Vermelha.

Num futuro distópico, o mundo de Mare Barrow tem uma divisão muito clara: Se o seu sangue é prateado, você é da realeza e tem poderes incríveis; se o seu sangue é vermelho, você é um trabalhador com pouca expectativa de futuro ou qualidade de vida e nunca fará nada de extraordinário. Simples, não? Talvez, se um vermelho não manifestasse poderes considerados prateados.

Mare é, praticamente, ninguém. Ladra, pobre e revoltada contra o sistema, a garota vermelha de olhos castanhos sonha apenas com sua dispensa da guerra que seu cruel reino trava e acaba indo trabalhar no palácio por um golpe de sorte, onde descobre que não é comum. Se antes a corrida de sua vida era sobreviver escondida nas sombras, agora é se esconder à vista de todos e manter-se viva enquanto disfarçada de princesa prateada e vivendo no verdadeiro covil de répteis que é a realeza de seu país.

Ao contrário do quê pensei, o livro de Victoria Aveyard é bastante simples e com poucas reviravoltas antes do fim imediato. Como é de praxe na literatura Young-Adult, Mare – além de enfrentar diversos desafios em relação à sua própria identidade, poderes e controle de seus poderes – consegue se implantar num triângulo amoroso polêmico, porém esperado, mas com um twist muito bem planejado que apenas assegurou minha ideia perpétua de vida: Nunca confie no príncipe encantado.

No Brasil A Rainha Vermelha é distribuído pelo Selo Seguinte da Editora Schwarcz S.A., foi traduzido por Cristian Clemente e é o primeiro livro da trilogia homônima. Também fui anunciado em 2015 que os direitos para adaptação do livro foram comprados pela Universal Pictures e poderá ser dirigido por Elizabeth Banks (diretora de A Escolha Perfeita 2).