Um filme divertido, assim é Thor: Ragnarok. Muito diferente dos dois primeiros filmes no personagem, que tem diálogos sérios e clima sombrio, neste terceiro filme Thor se permite zuar e rir das próprias falhas.

Nessa nova saga do deus do Trovão, o protagonista é preso do outro lado do universo, sem o seu martelo e está numa corrida contra o tempo para voltar a Asgard e impedir o Ragnarok . Para piorar, Asgard se encontra nas mãos de uma nova e poderosa ameaça, a implacável Hela.

O Ragnarok é o fim do mundo dos deuses na mitologia nórdica e o fim da civilização Asgardiana. Mas, antes de enfrentar Hela,Thor precisa sobreviver a uma luta mortal de gladiadores, que o coloca contra um ex-colega de trabalho e companheiro Vingador – Hulk.

Os primeiros minutos de “Thor: Ragnarok” são cativantes e reúnem os melhores elementos do filme: fotografia, trilha sonora e humor. Logo nos primeiros minutos você já vai achar que valeu cada centavo que pagou pelo ingresso, arremessando a sua expectativa para o alto. Porém, com rolar do filme, o roteiro cai um pouco de qualidade. Mas a piada não, porque a zueira nunca acaba.

Por mais que soe estranho um filme do Thor caindo para o lado da comédia. Isso se deve ao diretor Taika Waititi, que é realmente muito bom no gênero. E o bom tempero da comédia não fica só por conta do diretor, porque o ator Chris Hemsworth se destaca na sua interpretação de um Thor mais carismático e da “zueira”.  O que não é de se admirar porque o ator já se destacou em outros filmes do gênero.

Sendo fiel aos quadrinhos e mantendo o padrão visual e comportamental do universo marvel cósmico, “Thor: Ragnarok” é bastante colorido e com belos figurinos. Meu destaque fica por conta da riqueza de detalhes dos figurantes. Perceba a qualidade do figurino, nas cenas em que Thor e Hulk gladiam. Eu sei que você não vai querer tirar os olhos deles, mas quando possível, desvie um pouco o olhar e você verá a criatividade e variedade dos figurinos.

Por falar no universo marvel, ao melhor estilo de “Guardões da Galáxia,” o encaixe da trilha sonora é muito bom e tempera bem o filme. Embora o filme não conte com uma trilha sonora muito diversificada,  a música Immigrant Song do Led Zeppelin dá o clima perfeito. Sugestão: assista o filme e depois vá conferir a letra da música do Led Zeppelin.

Thor: Ragnarok no universo marvel

O longa resolve bem as pontas que tinham ficados soltas dos outros filmes. Como por exemplo, onde estava o Hulk e o que estava fazendo durante Guerra Civil? Onde está Odin? Como está o relacionamento de Thor e a doutora Foster? Mas deixa algumas outras pontas para serem resolvidas no tão esperado “Guerra Infinita”.

Vemos também, a construção do “time Thor” liderado pelo deus do trovão, junto com seu irmão Loki, o deus da trapaça (Tom Hiddleston); a Valquíria (Tessa Thompson), e o poderoso e esmagador Hulk (Mark Ruffalo).

Portanto, “Thor: Ragnarok” é um excelente filme do universo Marvel, não o melhor de todos, mas um dos mais engraçados. Marca um recomeço da personalidade de Thor e Hulk na franquia. Por mais que tenha os seus problemas, não é demais dizer que este é o melhor dos filmes do Thor.

“Thor: Ragnarok” estreia dia 26 de Outubro no Brasil. No cinema é uma boa experiência até mesmo em 2D, e deve melhorar com a qualidade da sala. Por falar em sala de cinema, não vá embora antes de assistir as duas cenas pós-crédito.