Nós praticamente chegamos ao final de 2017, o que significa fazer listas dos “melhores jogos deste ano”. Eu e a colaboradora Emile Campos trazemos os 10 melhores games desse ano. Vamos a lista?

Nier: Automata

Sequência de Nier, sendo um spin-off da série Drakengard Automata se passa milhares de anos no futuro em meio a uma guerra por procuração entre máquinas criadas por invasores alienígenas e androides concebidos pelos remanescentes da humanidade, acompanhando uma androide de combate, seu companheiro e um protótipo fugitivo.

A jogabilidade combina elementos de RPG com um combate voltado para a ação e uma mistura de outros gêneros. A jogabilidade foi elogiada, com críticos percebendo uma melhora em relação aos jogos anteriores.

Assassin’s Creed Origins

Depois do injusto fracasso de vendas com Syndicate a franquia recebeu um pequeno hiato e cara como isso valeu a pena!

Origins sem duvida tem um dos melhores mundos abertos de toda a saga ao reproduzir com fidelidade o antigo Egito e um protagonista incrível e carismático com o guarda real Bayek. Com certeza muitos ainda estão horas e horas desbravando o game de tão imensivo ele é. Ponto pra Ubisoft!

Life is Strange: Before The Storm

Life is Strange conquistou muitos corações contando de forma cativante a historia de Max e Chole.Seguindo bem o conceito a Square Enix junto com Deck Nine Games ( que substitui a Dontnod Entertainment produtora do antecessor) repete a cartilha e melhora algumas do anterior trazendo uma historia antes dos eventos do primeiro game.

Lancado em episódio como o primeiro, a historia foca dessa vez em Chole enfrentando os problemas apos a partida de sua melhor amiga da cidade e como ela conheceu Rachel.

Não há nada de extraordinário no enredo, o que importa mesmo é a sua execução, Life is Strange: Before The Storm conta com a mesma maestria do jogo antecessor em emocionar as pessoas, mesmo através de situações cotidianas.

Não é estranho você se envolver completamente com os personagens, pois eles são tão autênticos que é como se realmente existissem. É raro um jogo demonstrar tanta naturalidade ao contar uma história e fazer isso com a intervenção do jogador que pode escolher linhas de diálogos e explorar o ambiente.

Se você curtiu o primeiro game, não deixe de experimentar Before the Storm.

Injustice 2

Injustice 2 veio como uma sequência de um jogo bastante aclamado, ou seja, teria muita responsabilidade nas costas para poder pelo menos manter o nível.

E o jogo não somente manteve o nível, como ainda conseguiu elevar ainda mais o patamar de qualidade da franquia com uma historia ainda mais densa, novos personagens que integram de forma competente o universo DC, e um conteúdo extra bem amplo.

The Evil Within 2

Sequencia do terror de 2014 criado pelo mestre Shinji Mikami, The Evil Within 2 continua a historia do detetive Sebastian, agora mais uma vez preso no medonho sistema STEAM, o jogo trouxe uma cidade bem ampla para exploração, criaturas medonhas e manteve a essencia dos antigos survival horror dos anos 90. Quem tem coragem de desbravar o mundo de The Evil Within 2?

Cuphead

Cuphead foi uma surpresa agradável desde seu lançamento, o que poderia ser explicado pelo fator mais óbvio de todos que é sua dificuldade. Isso acabou gerando muitos vídeos de gameplay e streams.

Mas Cuphead vai muito além disso, trazendo um jogo desafiante, com gráficos artisticamente fenomenais, trilha sonora espetacular e uma jogabilidade que definitivamente faz justiça aos jogadores mais antigos. Um game sensacional e imperdivel!

Hellblade: Senua’s Sacrifice

O mundo dos games raramente tem culhões para abordar temas polêmicos e/ou delicados com credibilidade e respeito. Hellblade, felizmente, é uma dessa grata exceção à regra, e trata a esquizofrenia de maneira ímpar, mesclando realidade e fantasia para nos levar por um passeio único e sombrio pela mente da guerreira Senua.

Após perder uma pessoa muito querida, Senua — que sempre foi hostilizada por “ver o mundo de uma forma diferente” — resolve partir em uma jornada de superação e autoconhecimento, exorcizando seus demônios (que assumem a forma de bizarrices inspiradas na mitologia nórdica) em busca de paz e redenção. Nunca fica realmente claro o que é real e o que é “piração” da cabeça da guerreira, e a forma como o game mistura esquizofrenia com fantasia e mitologia é muito interessante.

Hellblade é uma experiência bastante focada e linear: Senua está sempre seguindo em frente enquanto destranca portas com runas mágicas ou se envolve em batalhas contra aberrações mitológicas. O gameplay é um tanto “pesado”, mas de forma positiva, tornando os combates bastante estratégicos, focados mais em timing e contra-ataques do que em força bruta.

Um game que chega a ser um “meio indie” devido a sua produção ser pequena seu designer e qualidade tecnica beira o de um game triple A (superprodução) com um dos graficos mais belos dessa geração. Que aventura!

Persona 5

Durante muitos anos a série Persona foi aclamada dentre os RPGs japoneses, mas também considerada como um título de nicho que dificilmente alcançaria a magnitude ou impacto de um Final Fantasy, por exemplo.

Pois foi justamente isso que aconteceu neste quinto episódio. Enredo absolutamente empolgante, batalhas empolgantes e uma direção artística fenomenal se encontraram, culminando no ponto de maturidade máxima da fórmula da série da Atlus.

Seja lá o que o futuro reservar para Persona, pode ter certeza que muito mais gente vai prestar atenção a partir deste ano.

 

Horizon: Zero Dawn

A produção original do estúdio Guerrilla fez muito barulho quando apareceu pela primeira vez na E3 2015 e o resultado final justificou toda a expectativa: Horizon apresenta um distante futuro pós-apocalíptico, selvagem e ao mesmo tempo cheio de tecnologia avançada.

O imenso e envolvente mundo foi apenas um dos pontos altos desta aventura, que apresentou a cativante heroína Aloy e misturou elementos de sucesso de muitas outras franquias para criar algo único e original, com muita exploração e combates intensos, cheios de estratégia.

 

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

O jogo de estreia do Nintendo Switch só tinha duas opções: ser o melhor jogo do ano e alavancar o novo console fixo+portátil ou ser a falha do ano e afundar as vendas da aposta japonesa. O sucesso foi retumbante. Uma das franquias mais famosas da história dos games ganhou uma obra-prima, um jogo à altura de seu legado. Há excelência em quase todos os aspectos do game: Breath of the Wild é um jogo de mão cheia para quem gosta de mergulhar na história principal e para quem curte se distrair com puzzles, combate, desenvolvimento do personagem e missões paralelas. Tudo isso aliando uma história bem contada, cheia de personagens coerentes, complexos e divertidos, com liberdade para o jogador explorar o mundo com Link.

E ai qual foi seu game foi o favorito de 2017? Deixe seu comentário abaixo