Fim de ano chegou e como sempre estamos aqui pra fazer nossa tradicional lista com os melhores filmes do ano.Esses ano tivemos heróis se despedindo, fim de trilogia,o terror voltando a ter destaque, continuação de clássico entre outros. Vamos a lista?

Em Ritmo de Fuga

O jovem baby tem a curiosa mania de ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Excelente motorista, ele é piloto de fuga dos assaltos de Doc, mas não vê a hora de deixar o cargo, principalmente quando se vê apaixonado pela garçonete Debora. Com excelentes atuações de todo elenco, o filme foi uma surpresa no ano de 2017, e consegui fazer até quem não conhecia o trabalho do diretor Edgar Wright se render. Outro ponto a destacar é sua trilha sonora que combina em cada cena.

Logan

Em 2029, Logan ganha a vida como chofer de limousine para cuidar do nonagenário Charles Xavier. Debilitado fisicamente, ele é procurado por Gabriela, uma mexicana que precisa de ajuda do ex-X-men para defender a pequena Laura/X-23. Logan elevou o nivel dos filmes de super herois a um patamar muito mais humano. Os herois já tiveram filmes engraçados, sombrios,cult, cheios de ação, mas nenhum outro como Logan – uma historia com emoção, com veracidade, que investiga o interior de pessoas que tem que lidar com seus poderes. E junto a isso, temos cenas de ação incriveis, mais realistas e com muito sangue. Não é só um dos melhores do ano como um dos melhores do genero.

Blade Runner 2049

Reviver Blade Runner era uma tarefa arriscada. A chance de tudo dar errado era grande. Apesar de ter dividido parte do público com uma trama simples e linear, o filme de Denis Villeneuve soube muito bem como expandir o universo do antecessor, e apresentar novas questões filosóficas e existencialista de forma competente, alem de encerrar o arco dramático de Deckard (Harrison Ford).

Mãe!

O novo filme do diretor Darren Aronofsky com certeza foi um soco no estômago do público que pensava ver uma historia simplista. Cheio de alegorias e metáforas Mãe! é uma daquelas obras que fica na sua mente por dias e dias e que apresenta novas faces ao público a cada revisita.

Corra!

Se ET chegasse à Terra hoje e me pedisse para explicar o que é um filme de terror, eu mostraria Corra! a ele. O filme faz com perfeição tudo que esperamos de um filme de horror,inclusive todos os clichês-dos quais Corra! também faz piada. Engraçado, engajado e ainda assim dá medo: um prato cheio para qualquer um que goste de cinema.

Extraordinário

Enquanto esperava pelo lançamento de Extraordinário, dois pensamentos brigavam na minha cabeça: “Eles simplesmente não podem estragar essa história” e “Não tem como eles conseguirem estragar essa história”… E realmente não estragaram nada. É uma história tão emocionante e extraordinariamente bonita, que devia ser um crime não se apaixonar por ela.

 Bingo – O Rei das Manhãs

Nosso representante nacional! Inspirado na na vida do ator e apresentador Arlindo Barreto, o filme, estrelado por Vladimir Brichta narra as desventuras de Augusto Mendes, um artista que sonha em encontrar seu lugar sob os holofotes e que se depara com sua grande chance ao se tornar “Bingo”, um palhaço apresentador de um programa infantil que é sucesso absoluto no Brasil. Mas uma cláusula no contrato não permite revelar quem é o homem por trás da maquiagem e Augusto, ou o novo “Rei das Manhãs”, se transforma no anônimo mais famoso do Brasil.O diretor Daniel Rezende recria os anos 80 de forma criavel e sem suavizar a história de seu protagonista, investindo em uma trama pesada, que não economiza no registro dos abusos de Augusto.

A Ghost Story

“A Ghost Story” pode atrair comparações com Terrence Malick, Virginia Woolf, “Boyhood – da infância à juventude” e “Contos da lua vaga”, mas é uma façanha singular que não requer antecedentes. A balada sempre elíptica e às vezes sem palavras de David Lowery fala do luto, do passar do tempo e dos papéis que exercemos na vida de nossos companheiros mais íntimos. Os conflitos cotidianos do casal central acabam quando o marido (Casey Affleck) morre em um acidente de carro, retornando como fantasma coberto de lençóis que fica perambulando pela casa que dividia com sua mulher (Rooney Mara). A partir desse ponto o filme vaga pelo tempo, investigando com suavidade o que acontece com a alma após a morte do corpo que ela habitava. “A Ghost Story” não se propõe a dar respostas às grandes perguntas da vida, mas, em vez disso, encontra a paz na procura por significado. Dá para perceber que é um conceito difícil de descrever? Sim, e o filme é melhor por isso. Poucas vezes já vimos a vida após a morte ser explorada com tanta graça divina e ímpar.

Planeta Dos Macacos – A Guerra

O encerramento da melhor trilogia dos últimos anos não poderia ser melhor. Matt Reeves e Andy Serkis fazem um blockbuster que faz o publico pensar. Se A Origem bebia do conceito da evolução das espécies difundido por Darwin ao apresentar um chimpanzé recém-nascido fruto de uma criação única (e, ironicamente, “humana”) por parte do cientista Will Rodman (James Franco) – a quem o homem insistiu em “pôr no seu lugar” de selvagem –, O Confronto destacou o estopim sociológico da submissão do protagonista a esse “tal lugar”, relegando a Cesar, a despeito de sua inegável inteligência – e de forma burra por parte dos humanos –, o ônus da violência previsível. Não deu outra. Mesmo com os esforços de Malcolm (Jason Clarke), a oposição entre as espécies se fez obrigatória.

Agora, o buraco é (ainda) mais embaixo. E pessimista. Sem contar com a simpatia de nenhum humano em especial (fato que, associado à troca constante do elenco, é mais um indício de que, de fato, eles – ou nós – são assessórios na trajetória do verdadeiro protagonista), César tem pela frente o obstinado coronel de aspirações quase nazistas vivido por um excepcional Woody Harrelson à la Apocalypse Now. Enquanto o primata se divide entre a vingança pessoal e a segurança do bando, vê os planos do militar afrontarem não apenas o time dos símios.Ou seja, não se trata mais (apenas) da luta do bem vs. mal. Assim como César, a franquia evolui.

Your Name

E pra encerrar nossa lista o megasucesso no Japão que foi lançado lá em 2016 mas só chegou por aqui esse ano, estou falando de Your Name, um anime com a velha historia de troca de corpos, que Hollywood já vendeu inúmeras vezes, mas que sua execução aqui é feita de forma cativante e até inesperada devido aos seus rumos. É uma experiência que não arranca de primeira, mas uma vez que engrena, você não vai querer perder. Merece ser destacado em nossa lista.

E então qual é seus filmes favoritos de 2017? Deixe nos comentarios