A série canadense mais respeitada que conhecemos chega ao fim. Com 5 temporada intensas e 50 episódios de quase uma hora de duração exibidos pela BBC America e distribuído pela Netflix, é difícil dizer adeus, ainda mais quando se cria um vínculo com as personagens, e do nada tudo muda. Entre todo um elenco incrível, apenas uma atriz nos cativou inúmeras vezes e em alguns momentos sentimos ódio dela também, afinal, ela não era só a boa, mas também a má, e é claro, ela não era só uma. A ficção científica se tornou até mesmo mais interessante para quem não enxergava nesse gênero uma qualidade. Essa é a última temporada “Orphan Black”.

Logo após os acontecimentos da Quarta temporada, essa não tem muito tempo restando para dar um fim, o que nos assusta num primeiro momento. Sarah e suas sestras correm contra o relógio para encontrar uma oportunidade de cura para uma doença genética em suas células, a mesma responsável pela morte de muitas outras clones. Paralelamente a Neovolução (“Neolution” no original) continua caçando cada uma das clones, mas perdem aos poucos a vantagem que obtinham na temporada anterior. Tudo milimetricamente planejado para deixar mais expectativa e ainda apresentar mais novidades.

 

Cada uma das sestras, interpretadas pela genial Tatiana Maslany (ganhadora do Emmy de “melhor atriz” por essa série), canadense que deu o tom para cada passo se torne significativo para quem acompanha a evolução de suas inúmeras personagens, tanto como Sarah, Cosima, Helena e Alison principalmente. O formato dos episódios permaneceu o mesmo, um padrão de 10 episódios. Terminar nunca é algo bom, mas “Orphan Black” poderá ser lembrada como a série que não se perdeu, por mais que acrescentasse ideias e clones sem parar.

Para a final season ser mais emocionante, todo o elenco das demais temporadas é aproveitado de alguma forma. Destaque também para nosso Felix (Jordan Gavaris) sendo o irmão que a gente escolhe, deixando tudo de lado para ajudar como puder, assim como Art (Kevin Hanchard), que continuou nos deixando com uma pulga atrás da orelha no decorrer da trama, e olhe que normalmente não gostamos de gente em cima do muro.

A relação de Sarah e Siobhan (Maria Doyle Kennedy) terá um aprofundamento oportuno, já que o núcleo faz uma importante ligação com a situação atual das gêmeas Sarah e Helena. Donnie Hendrix (Kristian Bruun), que de personagem recorrente das primeiras temporadas se tornou regular nas demais, passou por diversos momentos mais difíceis até chegar aqui e ser o personagem mais cômico em parceria com Alison, sua esposa. Naturalmente é o momento em que a série enfrenta mais perdas, pois querendo ou não, isso é uma guerra sci-fi.

Stephen McHattie interpretou o vilão que você teme e ao mesmo tempo respeita, P.T. Westmorland. Como tudo que é ruim não está sozinho, temos Rachel sendo importantíssima para ambos os lados. Não podendo esquecer de mencionar a dupla de atrizes que aprendemos a desconfiar de suas intenções: Rosemary Dunsmore e Kyra Harper, respectivamente a professora Susan e a doutora Virginia. Ambas com seus clones masculinos interpretados por Ari Millen. As estrelas mais jovens são ainda mais recorrentes agora, Skyler Wexler no papel da Kira, agora mais rebelde, e Cynthia Galant que fez Charlotte, a clone mais jovem do projeto Leda.

Os efeitos especiais continuam impecáveis, sendo uniforme desde o início da série. A trilha sonora também, mantendo a abertura simples com o instrumental do Two Fingers (alter-ego de Amon Tobin) em parceria com o compositor Trevor Yuile. Uma participação especial será a do namorado da Tatiana, o ator galês Tom Cullen. Quer mais envolvimento da atriz do que isso? É possível sim! Maslany também é uma das produtoras. A atriz que mais sentimos falta na temporada foi a Delphine (Evelyne Brochu), que apareceu menos que todos, infelizmente.

Todas as pontas se fecham, assim como as possibilidades de um retorno são mantidas para quem sonha alto, “quem sabe um filme?”… aqui tudo é possível. O drama continua presente, assim como os flashbacks que acrescentam momentos que desejamos a série inteira! Os criadores Graeme Manson e John Fawcett foram generosos no conteúdo abordado. Tantos temas incluindo a diversidade como chave do sucesso, e como prometido, foi possível homenagear o Brasil de modo tão adorável, uma vez que somos uma das maiores pra não dizer a maior das fanbases da Terra.

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Sem dúvida o final não será fácil, mas como dito desde o início a the final trip veio para eternizar nossa vivência de cada ano (2013 até 2017) aguardando novos episódios, novas sestras e tudo isso foi feito com carinho. Aproveitando esse momento nostalgia, abaixo segue o vídeo de agradecimento do elenco da série.

#CloneClub

Mais um Otaku soteropolitano que faz cosplay no verão. Gamer nostálgico que respira música e que se sente parte do elenco das suas séries favoritas. Aprecia tanto a 7ª arte que faz questão de assistir um filme ruim até o fim. É um desenhista esforçado e um escritor frustrado por ser um leitor tão desnaturado. É graduando no curso de Direito e formado no de Computação Gráfica. “That’s all folks!"