A ainda lucrativa investida no mercado de zumbis em séries de TV continua. A ideia da vez, contudo, nos dará o direito de torcer por um lado que normalmente queremos ver com a cabeça atingida por uma bala. Criada por Victor Fresco (produtor da série “My Name Is Earl”), que também foi responsável por dois dos dez episódios da série, que teve seu lançamento no dia 3 de fevereiro de 2017 pela Netflix, apresentando a família de corretores de imóveis mais absurda da cidade de Santa Clarita, Califórnia.

Sheila (Drew Barrymore) e Joel Hammond (Timothy Olyphant) são um casal esforçado na venda de imóveis da pacata cidade em que residem, mas com a inesperada transformação que acomete a corretora, mãe da jovem Abby (Liv Hewson), será difícil lidar com a nova dieta alimentar e as estranhas situações em que colocarão essa família em grande conflito. Até mesmo os vizinhos notarão a mudança que se passa na casa dos Hammond, o que provoca o policial Dan Palmer (Ricardo Chavira), que mora ao lado e decide investigar.

Pouco se sabe sobre a condição de Barrymore, mas é curioso descobrir a cada episódio alguma pista do que se trata. Sua personagem é carismática e torna a série um “planeta que gira ao seu redor”. Olyphant representa o marido exemplar que busca ajudar a mulher na saúde e na doença, ainda questionando se matar os “caras maus” é uma escolha que perseguirá suas vidas para sempre. Diante de tantos segredos, Abby ajudará aos pais ao recrutar o seu colega de escola e vizinho, Eric Bemis (Skyler Gisondo), nerd assumido e filho do polícial Palmer.

O ritmo inicial da série é moderado para uma introdução de toda a trama, mas logo toma uma dinâmica acelerada de informações por episódio, deixando todos com pistas significativas da realidade de um “zumbi da modernidade”. Não deixando de surpreender a cada capítulo, é uma série fácil de desejar fazer uma maratona e terminar os 10 episódios em 2 dias. Assim como a recente “iZombie”, não esqueceremos que nem todos os zumbis são ruins.

Recorrer a ciência e a era medieval será necessário para justificar e dar seriedade pra a série, que até então é em maior parte de humor. Por esse motivo, muito será guardado para as temporadas seguintes, o que nos deixa com a expectativa nas alturas, já que não há previsão para lançamento. Essas pontas soltas e algumas tentativas frustradas de encontrar mais fundamentos dessa “doença”, deixará alguns espectadores bem indignados, mas o conselho é esperar.
Com boas atuações, ainda teremos o destaque do recém-chegado Loki, interpretado pelo ator  Deobia Oparei. A personagem Lisa (Mary Elizabeth Ellis), mulher do polícial Palmer, também será uma boa adição ao tempero que faz “Santa Clarita Diet” uma apimentada (e sangrenta) comédia. Mantendo uma grande seleção de canções antigas de rock, haverá muita energia em cada cena de ação, o que revivará a pantera que existe dentro de nossa Drew Barrymore.

Agradecemos a Netflix por variar tanto no conteúdo apresentado em seu catálogo original, pois não falta diversidade para todos os tipos de gostos que apreciamos. Outra felicidade é ver algumas séries com toda a temporada disponibilizada no mesmo dia. Como não amar? Por fim, é um fato incontestável que zumbis ainda podem fazer estrago, mesmo que não se mantenham como a moda do momento. E você, o que acha da série?

REVER GERAL
Nota Cinesia
Mais um Otaku soteropolitano que faz cosplay no verão. Gamer nostálgico que respira música e que se sente parte do elenco das suas séries favoritas. Aprecia tanto a 7ª arte que faz questão de assistir um filme ruim até o fim. É um desenhista esforçado e um escritor frustrado por ser um leitor tão desnaturado. É graduando no curso de Direito e formado no de Computação Gráfica. “That’s all folks!"