Filmes com bandas – sejam documentários ou contando uma história através de suas músicas -, não são novidade nas grandes telas. Todos buscam um diferencial além do toque especial da presença da banda na história. E o maior atrativo de Black Sabbath: The end of the end está no momento escolhido para que o filme-documentário fosse gravado: o último show da banda que definiu o heavy metal.

Filmado por Dick Carruthers – que já dirigiu vídeos para Led Zeppelin, Oasis e Aerosmith -, o documentário acompanha Ozzy Osbourne, Tony Iommi e Greezer Butler na última apresentação do Black Sabbath. O show aconteceu no Reino Unido, na cidade de Birmingham – onde eles e a banda nasceram -, no dia 4 de fevereiro de 2017.

O documentário é, literalmente, uma gravação desse último show. Entre uma música e outra, Ozzy, Tony e Greezer falam sobre os 49 anos de carreira. Passando pela criação da banda, problemas com a mídia, vícios, boatos de culto satânico, situações hilárias e o convívio entre eles. Os três fazem desse documentário uma lembrança de despedida informal, divertida e emocionante.

O Black Sabbath já teve outros 23 membros ao decorrer dos seus 49 anos existência. Além de outros 14 membros de sessão, convidados e substitutos em turnê. Em sua formação original, além de Ozzy, Tony e Greezer, tinham Bill Ward como baterista. E a falta dele é sentida não apenas pelos membros nesse show, mas também para quem o assistiu em filme.

Ainda que o filme seja uma bela despedida e homenagem, o fato de Bill ter se recusado a participar da turnê final e o evidente “ignore you” para os substitutos da turnê durante todo o longa incomoda um pouco. Podemos entender que a intenção seja falar sobre os membros originais – eles mesmos falam muito sobre esse desejo e animação por reunir os criadores da banda -, mas o Adam Wakeman (teclado, segunda guitarra) e principalmente o Tommy Clufetos (bateria) estão presentes durante grande parte do filme e são simplesmente ignorados (até mesmo embaçados na tela).

Apesar desse incomodo durante as duas horas de filme, a nostalgia passada pelos três nos pega direto pelo coração. Uma das partes mais emocionantes – se não a mais emocionante -, fica em um ensaio final realizado pela banda. Você quase chora. Ai o Ozzy, como sempre, te faz dar risada.

O documentário tem suas falhas. No que diz respeito à inovação ou surpresas ele não tem muito com o que contribuir. Porém transborda em história e emoção que, no fim, é o que importa em um documentário, não? E claro, muito rock and roll.

Black Sabbath: The end of the end será exibido simultaneamente em 1500 salas de cinemas pelo mundo durante apenas um dia, quinta-feira, 28 de setembro.

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