Se formos seguir a risca a cronologia da história de Alien e tudo que se tem da série, será preciso muito tempo e uma lista permanente na parede para não se perder entre livros, filmes, quadrinhos e jogos. Com Rio de Sofrimento não é diferente, e aqui você precisa ler ele, o terceiro livro do universo expandido oficial da série, antes do segundo livro, e entre os filmes Alien: O Oitavo Passageiro e Alien: O Resgate.

A chave do sucesso da série Alien é o terror alienígena que nada lembra o fofo extraterrestre do filme E.T., e no universo expandido dessa trilogia os autores tentaram recriar essa mesma sensação. E aqui isso não rolou muito bem.

Apenas o fato de cada livro ter um autor diferente já é um sinal de que eles terão seus altos e baixos, assim como uma grande diferença no que diz respeito à narrativa entre eles. Porém, o que agrava ainda mais no caso de Alien é a necessidade que os autores têm de recriar um clima de terror que, ao menos, se aproxime do clima do filme.

Em Rio de Sofrimento, o escritor Christopher Golden falha em recriar esse clima que é, simplesmente, a marca da série. A história abusa um pouco demais do drama humano – no estilo dos episódios reflexivos de The Walking Dead em que você não ver muita ação, mas muito drama -, e quando as partes com alguma ação surgem têm pouquíssimo apelo.

A narrativa de Golden incomoda. Parece solta, forçada, dispersa… É apenas pouco convincente no que diz respeito ao poder que a série Alien tem. Talvez agrade a quem goste daquele lado que aborda mais o psicológico e drama humano… Ou não.